sábado, 17 de novembro de 2012

os ventos



Os ventos que ululam.
Entre montanhas e vales.
Parecem que trazem um recado da natureza.
Querendo dizer ao mundo...
Parem com a destruição.
As chuvas que hoje caem forte.
É um choro de tristeza e desilusão.
Parem enquanto é tempo.
Porque a natureza já está quase morta.
E na sua morte certamente arrastará o homem consigo.
Será a única maneira de o homem receber seu castigo.
Pois na ânsia de achar que ele é o poderoso.
Vai destruindo tudo que Deus criou.
E isto a natureza não vai permitir.
Certamente irá resistir.
E o homem será sepultado.
Na cova que ele mesmo cavou.

O porque envelheci



O porque envelheci

Pois é meus filhos....
A velhice chegou contra a minha vontade.
O tempo não parou.
E com ele foi a minha mocidade.
Não sabes como eu gostaria.
De ter hoje a sua idade.
Fui criança, fui jovem.
Cheguei a maior idade.
Mas com o passar do tempo.
Cheguei á velhice, com naturalidade.
Entre as coisas de bom e de ruim, que fiz.
Ainda me resta credibilidade.
Peço desculpas se errei na criação de vocês.
Mas certamente não foi por incapacidade.
É procurando acertar que se erra.
Resta-me ainda a humildade.
De dizer, desculpem meus filhos!
Tentei fazer o melhor, e dar-lhes felicidade.
Se mais não fiz.
Foi porque faltou oportunidade.
Sempre fui um homem honrado.
Vivi com dignidade.
Respeitando as leis divinas.
E dando-lhes amor de verdade.